Governo decreta emergência zoossanitária em cidades de SC após foco de Newcastle
O governo federal decretou estado de emergência zoossanitária por 60 dias em áreas de quatro municípios de Santa Catarina após a detecção de um foco da doença d...
O governo federal decretou estado de emergência zoossanitária por 60 dias em áreas de quatro municípios de Santa Catarina após a detecção de um foco da doença de Newcastle em uma granja comercial de perus. A medida foi anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na segunda-feira (19), após a confirmação da ocorrência em Nova Itaberaba, no Oeste do estado. A emergência abrange áreas dos municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim. A declaração permite agilizar procedimentos administrativos para combater a possível propagação do vírus, incluindo a contratação temporária de profissionais, a compra de equipamentos e o deslocamento de servidores. Até esta quinta-feira (22), a ocorrência já havia provocado restrições à importação de carne de frango brasileira por pelo menos cinco parceiros comerciais: México, China, Chile, Malásia e Arábia Saudita. As medidas adotadas variam conforme o país. O Mapa informou que notificou oficialmente a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e comunicou a ocorrência aos parceiros comerciais, compartilhando informações técnicas sobre o foco e as medidas sanitárias adotadas. O que é a doença de Newcastle? A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves domésticas e silvestres e pode ser fatal para os animais. Em humanos, o contato com o vírus pode provocar conjuntivite transitória. A transmissão ocorre pelo contato com material contaminado, e não pelo consumo de carne ou ovos. O foco foi identificado em uma criação comercial de Nova Itaberaba que mantinha cerca de 6 mil perus. A granja foi isolada, e as aves foram abatidas conforme os protocolos sanitários para evitar a disseminação do vírus. Segundo o Ministério da Agricultura, o vírus foi detectado, mas não houve identificação da doença nos animais confinados. O órgão reforçou que produtos avícolas submetidos à inspeção oficial continuam seguros para o consumo. Como as autoridades tentam conter o vírus? As ações de vigilância incluem visitas a propriedades rurais em um raio de até 10 quilômetros do local do foco. Nove equipes foram mobilizadas para inspecionar granjas comerciais e criações de subsistência. A previsão é visitar 1,6 mil propriedades, com coleta de amostras das aves em 133 delas. Os trabalhos priorizam os estabelecimentos mais próximos da granja afetada e aqueles com previsão de envio de aves para abate nos dias seguintes. O objetivo é identificar possíveis ocorrências, monitorar a circulação do vírus e impedir que a situação se espalhe para outras criações.